- Geraldo de Barros, INPLA, Taekwondo, Scarpa/Venini/Cassio Michalany
- Cassio Michalany, Fio Sobre Tela, Ginette Venini/Venini, Iran do Espirito Santo
- Iran do Espirito Santo, Alberto Simon, Sherrie Levine, Antiguidades, Cildo Meireles
- Antiguidades/Antiques (estante desenhada por Marko Brajovic)
- Cildo Meireles, Toni Zuccheri/Venini, Lucio Fontana, Cildo Meireles
- Cildo Meireles, Oswaldo Aranha, Selos do Império
- Oswaldo Aranha
- Selos do Império/Empire Stamps
- Mestre Nino
- Mehinaku e Kuikuro, Xingú
- Mezanino/Mezzanine
- Vietnã/Vietnam
- Warhol Levine Bourdieu Haacke
- Jeffrey Vallance
- Leda Catunda
- José Resende, Thomas Demand, Joaquim Tenreiro
- Guitarras/Guitars
Meu pai tinha um livro na estante cujo titulo prometia revelar tudo sobre tudo, mas nunca tive coragem de abri-lo, temendo a inevitável decepção. Quando descobri que se tratava de um capitulo do Código Civil, o encanto diminuiu, mas não desapareceu.
A exposição Das Coisas em Geral trata do colecionismo como impulso abstrato, sem distinções hierárquicas. Um motivo recorrente é a noção de doppelganger, ou duplo, em suas diversas encarnações: cópia, espelho, eco, recorrência, serialidade, tema & variação. Por trás, a sugestão de que, se as manifestações parecem múltiplas, as essências são poucas.
O colecionador cobiça o objeto, acreditando que a aquisição trará felicidade. Com a propriedade, o colecionador não cobiça mais, pois agora ele possui. E o encanto? Diminui, mas não desaparece? E, se o colecionismo decorre de experiências de infância, como apreciar as madeleines dos outros?
My father’s shelf had a book whose title promised to reveal everything about anything, but I never had the courage to open it, fearing the inevitable disappointment. When I discovered that it was a chapter of the Civil Code, the enchantment diminished, but did not disappear.
The exhibition Of Things in General deals with collecting in the abstract, without hierarchical distinctions. A recurring motif is the notion of doppelganger, or double, in its many guises: copy, mirror, echo, recurrence, seriality, theme & variation. Shimmering underneath is the conjecture that while manifestations may be multiple, essences are few.
The collector craves the object, and believes that acquisition will bring happiness. With possession, the collector no longer craves, because he now owns. What about enchantment? Does it diminish, without disappearing? And, if the collecting impulse stems from childhood experience, can we appreciate the madeleines of others?













































