Das Coisas Em Geral/Of Things In General

•23/09/2010 • 1 Comentário


Meu pai tinha um livro na estante cujo titulo prometia revelar tudo sobre tudo, mas nunca tive coragem de abri-lo, temendo a inevitável decepção. Quando descobri que se tratava de um capitulo do Código Civil, o encanto diminuiu, mas não desapareceu.

A exposição Das Coisas em Geral trata do colecionismo como impulso abstrato, sem distinções hierárquicas. Um motivo recorrente é a noção de doppelganger, ou duplo, em suas diversas encarnações: cópia, espelho, eco, recorrência, serialidade, tema & variação. Por trás, a sugestão de que, se as manifestações parecem múltiplas, as essências são poucas.

O colecionador cobiça o objeto, acreditando que a aquisição trará felicidade. Com a propriedade, o colecionador não cobiça mais, pois agora ele possui. E o encanto? Diminui, mas não desaparece? E, se o colecionismo decorre de experiências de infância, como apreciar as madeleines dos outros?

My father’s shelf had a book whose title promised to reveal everything about anything, but I never had the courage to open it, fearing the inevitable disappointment. When I discovered that it was a chapter of the Civil Code, the enchantment diminished, but did not disappear.

The exhibition Of Things in General deals with collecting in the abstract, without hierarchical distinctions. A recurring motif is the notion of doppelganger, or double, in its many guises: copy, mirror, echo, recurrence, seriality, theme & variation. Shimmering underneath is the conjecture that while manifestations may be multiple, essences are few.

The collector craves the object, and believes that acquisition will bring happiness. With possession, the collector no longer craves, because he now owns. What about enchantment? Does it diminish, without disappearing? And, if the collecting impulse stems from childhood experience, can we appreciate the madeleines of others?

Nova exposição abre 20/09/2010 19:00-23:00

•13/09/2010 • Deixe um comentário

PHOTOIMPRESSOES

•25/06/2010 • Deixe um comentário

PHOTOIMPRESSOES 22/06/2010

•21/06/2010 • Deixe um comentário

Novas fotos tiradas por/new photos taken by Andrés Otero

•01/05/2010 • 1 Comentário

Primeira exposição/first exhibition: MONOCROMOS/MONOCHROMES 9mar/9jun10

•13/03/2010 • 2 Comentários

Coleciono arte contemporânea desde a adolescência, mas mudanças constantes fizeram com que a maioria dos objetos acumulasse em guarda-móveis. Um dos motivos de retornar ao Brasil depois de muitos anos no exterior foi reunir a coleção – que contém cerca de 500 pinturas, esculturas, desenhos e gravuras – sob o mesmo teto, e organizar exposições sobre seus diferentes aspectos.

Após 18 meses de busca e mais 18 de reforma, ficou pronto o novo espaço. A principal característica da fachada é o que chamamos de “parede flutuante”, projetada pelos arquitetos Eduardo Areias e Juliano Barros, sustentada por cabos de aço presos a apenas uma coluna.

Inauguramos, no dia 9 de março de 2010, nossa primeira exposição, Monocromos, explorando o tema de maneira bastante flexível, com obras de 17 artistas brasileiros. No térreo e na parede lateral do mezanino, os critérios de montagem são subjetivos, baseados no que seria “bom gosto”. Para contrastar, na parede de fundo do mezanino, os artistas estão dispostos em ordem alfabética. 

Nossa próxima exposição, menos comportada, será de fotografias da coleção. Não quero que o espaço tenha um estilo ou identidade, apenas uma dedicação à idéia de que todos os gostos nascem iguais e que a briga pelo poder torna alguns dominantes e outros não. Venham nos visitar. Abrimos mediante agendamento prévio às quartas-feiras e domingos do meio dia às 18:00.

Oswaldo Corrêa da Costa

I’ve been collecting contemporary art since I was a teenager, but constant moving meant sending most things into storage. One of the reasons I moved back to Brazil after many years abroad was to bring together the collection, containing some 500-odd paintings, sculptures, photographs, drawings and prints, and organize exhibitions about its different aspects.

After an 18 month search and an 18 month renovation, the new space is ready. The main characteristic of the façade is what we call the “floating wall,” designed by architects Eduardo Areias and Juliano Barros, held by steel cables attached to a single column.

On March 9, 2010 we opened our first show, Monochromes, loosely exploring the concept through the work of 17 Brazilian artists. In the ground floor and mezzanine side wall, the installation criteria are subjective, based on what might be considered “good taste.” In contrast, in the mezzanine back wall, the artists are arrayed in alphabetical order.

The next exhibition will be all photographs, flashy and cacophonous. I don’t want a house style or identity, just a constant dedication to the proposition that all tastes are created equal and that cultural politics make some dominant and not others. If you find yourself in São Paulo, come and visit. We will open by appointment on Wednesdays and Sundays from noon to 6PM (please call 55 11 8269 9275 and leave a message suggesting a date and time and leave a call back number).

Oswaldo Correa da Costa

 
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